O NOVO HUMOR BRASILEIRO

Clubes de comédia e páginas na internet ajudam a alavancar o sucesso do stand up no Brasil

 

Sem figurino, maquiagem, apoio de luz ou figurantes: é assim que se constitui um show de comédia stand-up. Apenas com um microfone, o humorista sobe ao palco e apresenta o que costuma ser denominado “humor de observação”. Desta maneira, o estilo vem alcançando grande sucesso no Brasil e já leva representantes a exibições em horário nobre, contratos televisivos e grandes aprestanções em todo território nacional.

 

O gênero começou e teve seu auge nos EUA, apresentando nomes que, mais tarde, tornariam-se astros, como Jim Carrey, Chris Rock, Jerry Seinfeld e Steve Martin. Nos shows, o comediante sobe ao palco e apresenta textos próprios, normalmente sobre o cotidiano, com os quais o público se identifica.  Segundo o comediante carioca Ronald Rios, participante do grupo Ponto Cômicos, a principal dificuldade se dá quando a plateia não ri: “Precisamos da reação, é uma conversa onde eu falo e eles riem. E conversar com alguém olhando sério pra você é terrível“.

 

No Brasil, shows de humor sempre contaram com algo do stand-up, mas só chegaram agora à grande mídia, através de “gente que sempre quis fazer e sacou que era a hora”, na opinião do comediante carioca. Colega de Rios no Ponto Cômicos, Nigel Goodman, também carioca, atribui o sucesso do gênero à simplicidade das apresentações: “Não precisa muita estrutura: qualquer bar que tenha lugar pra uma bandinha serve”.

 

A grande maioria dos comediantes stand-up fizeram seu sucesso publicando vídeos na internet, apostando na disseminação natural por conta de quem assistisse. Goodman explica que, através do Youtube, um canal de vídeos na internet, o stand-up chegou ao grande público e ganhou credibilidade: “A coisa virou de uma hora pra outra, o pessoal passou a falar sobre isso, descobriu que existia stand-up aqui e não só lá fora. O Youtube foi ótimo para o stand-up brasileiro”. Além da grande audiência, a internet ainda obriga o humorista a reciclar-se, melhorando cada vez mais seu show. É o que diz Nando Viana, gaúcho que apresenta-se regularmente no Rio de Janeiro: “A pessoa escuta uma música em casa e depois vai ao show ouvir a mesma música, mas com o humor não é assim: se ela gosta das piadas que estão na internet, vai querer ouvir coisas novas no show”.

 

E o gaúcho vê o futuro do stand-up com boas perspectivas: “Faltava alguém começar, foi dado o chute inicial, os que forem bons vão continuar“. E acontecimentos como o programa CQC, o quadro “Quem Chega Lá”, no Domingão do Faustão e a abertura de espaço no programa Altas Horas mostram que a expectativa de Viana não é exagerada. E a frase de abertura do show do grupo Comédia em Pé, do qual Viana faz parte, retrata bem a situação: “Daqui a alguns anos algumas pessoas podem ver o Stand Up como uma moda passageira do século XXI, mas o que importa é que hoje ela está viva”.

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Candidatos a prefeitura do Rio falam sobre suas experiências com drogas

Os candidatos a prefeito do Rio de Janeiro Fernando Gabeira (PV) e Eduardo Paes (PMDB) disseram nesta quinta-feira, durante debate promovido pela Folha, terem feito uso de maconha no passado. Os dois, porém, afirmaram que não experimentam mais a droga.

“Já experimentei maconha. Fumei, traguei e não gostei. Nunca mais usei”, afirmou Paes, que se disse contra a descriminalização da droga. “Acho que maconha é um mal pra a sociedade. A droga está na raiz do problema desta cidade. A briga do traficante é pelo ponto de venda”, assinalou.

Gabeira, que escreveu livros sobre a experiência com maconha, disse que não fuma mais por não considerar “razoável” exercer mandato no Legislativo e, ao mesmo tempo, “ter uma posição de desrespeitar a lei”.

“Eu posso ter efeitos semelhantes ao relaxamento da droga através da meditação”, disse. “Tem uma droga que eu uso muito hoje, que é H2O”, brincou.

Sobre a posição de legalização da maconha, defendida historicamente por ele, o candidato do PV afirmou que sua proposta era mais radical quando suas “candidaturas eram propagandísticas, de lançar idéias para o futuro”. Agora ele defende que a discussão seja adiada até uma reforma da polícia. “Só é possível decidir isso [legalizar ou reprimir] se houver uma polícia honesta e competente.”

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Silvio Santos diz que Raúl Gil é homossexual

Silvio Santos foi abordado pelo Pânico na TV ao sair do salão do cabeleireiro Jassa, em São Paulo, esta semana, e brincou dizendo que seu concorrente Raul Gil, da TV Bandeirantes, é homossexual.

 

O Raul Gil é gay – disse ele. A resposta veio depois que Repórter Vesgo e Silvio lhe contaram que Raul Gil afirmou ter lançado a menina Maísa, hoje sucesso no SBT.

 

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Feriado

Amanhã não é feriado. Mas quarta é, e puxar um feriado de quarta pra segunda é sempre massa – a PUCRS também pensa assim. Logo, amanhã nada abre nas bandas do ARROIO DILÚVIO, impossibilitando a FEITURA do programa. (Invadir a PONTIFÍCIA e fazer um programa de 4 horas não é uma possibilidade).

Resumindo: voltamos dia 20. Com trilha nova, integrante novo, notícias nova, tudo muito bonito.

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Entendendo a Bolsa (portaldoinvestidor.gov)

As bolsas de valores são instituições administradoras de mercados. No caso brasileiro, a BOVESPA é a principal bolsa de valores, administrando os mercados de Bolsa e de Balcão Organizado. A diferença entre esses mercados está nas regras de negociação estabelecidas para os ativos registrados em cada um deles.

As bolsas de valores são também os centros de negociação de valores mobiliários, que utilizam sistemas eletrônicos de negociação para efetuar compras e vendas desses valores. No Brasil, atualmente, as bolsas são organizadas sob a forma de sociedade por ações (S/A), reguladas e fiscalizadas pela CVM. As bolsas têm ampla autonomia para exercer seus poderes de auto-regulamentação sobre as corretoras de valores que nela operam. Todas as corretoras são registradas no Banco Central do Brasil e na CVM.

A principal função de uma bolsa de valores é proporcionar um ambiente transparente e líquido, adequado à realização de negócios com valores mobiliários. Somente através das corretoras, os investidores têm acesso aos sistemas de negociação para efetuarem suas transações de compra e venda desses valores.

Após o recente processo de desmutualização das bolsas de valores no Brasil, o direito de transacionar valores mobiliários em uma bolsa foi desvinculado da propriedade de ações. Anteriormente, apenas as corretoras proprietárias de títulos patrimoniais podiam negociar em Bolsa.

As companhias que têm ações negociadas nas bolsas são chamadas companhias “listadas”. Para ter ações em bolsas, uma companhia deve ser aberta ou pública, o que não significa que pertença ao governo, e sim que o público em geral detém suas ações. A companhia deve, ainda, atender aos requisitos estabelecidos pela Lei das S.A. (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976) e pelas instruções da CVM, além de obedecer a uma série de normas e regras estabelecidas pelas próprias bolsas.

Funções

Os mercados de capitais são mais eficientes em países onde existem bolsas de valores bem estruturadas, transparentes e líquidas. Para que elas desempenhem suas funções, o ambiente de negócios do país tem que ser livre e as regras claras. Nestes contextos, as bolsas podem beneficiar todos os indivíduos da sociedade e não somente aqueles que detêm ações de companhias abertas. Veja, a seguir, quais são os benefícios gerados pelas bolsas de valores para a economia e a sociedade como um todo:

Levantando capital para negócios- As bolsas de valores fornecem um excelente ambiente para as companhias levantarem capital para expansão de suas atividades através da venda de ações, e outros valores mobiliários, ao público investidor. Para entender como funciona o processo de capitalização de uma empresa através da distribuição pública de ações clique aqui.

Mobilizando poupanças em investimentos – Quando as pessoas investem suas poupanças em ações de companhias abertas, isto leva a uma alocação mais racional dos recursos da economia, porque os recursos – que, de outra forma, poderiam ter sido utilizados no consumo de bens e serviços ou mantidos em contas bancárias – são mobilizados e redirecionados para promover atividades que geram novos negócios, beneficiando vários setores da economia, tais como, agricultura, comércio e indústria, resultando num crescimento econômico mais forte e no aumento do nível de produtividade.

Facilitando o crescimento de companhias - Para uma companhia, as aquisições e/ou fusões de outras empresas são vistas como oportunidades de expansão da linha de produtos, aumento dos canais de distribuição, aumento de sua participação no mercado etc. As bolsas servem como um canal que as companhias utilizam para aumentar seus ativos e seu valor de mercado através da oferta de compra de ações de uma companhia por outra companhia. Esta é a forma mais simples e comum de uma companhia crescer através das aquisições ou fusões. Quando feitas em bolsas, as aquisições e fusões são mais transparentes e permitem uma maior valorização da companhia, pois as informações são mais divulgadas e há uma maior interação dos agentes envolvidos, tanto compradores quanto vendedores.

Redistribuindo a renda – Ao dar a oportunidade para uma grande variedade de pessoas adquirir ações de companhias abertas e, conseqüentemente, de torná-las sócias de negócios lucrativos, o mercado de capitais ajuda a reduzir a desigualdade da distribuição da renda de um país. Ambos os investidores – casuais e profissionais – , através do aumento de preço das ações e da distribuição de dividendos, têm a oportunidade de compartilhar os lucros nos negócios bem sucedidos feitos pelos administradores das companhias.

Aprimorando a Governança Corporativa – A demanda cada vez maior de novos acionistas, as regras cada vez mais rígidas do governo e das bolsas de valores têm levado as companhias a melhorar cada vez mais seus padrões de administração e eficiência. Conseqüentemente, é comum dizer que as companhias abertas são mais bem administradas que as companhias fechadas (companhias cujas ações não são negociadas publicamente e que geralmente pertencem aos fundadores, familiares ou herdeiros ou a um grupo pequeno de investidores). Os princípios de governança corporativa estão, cada vez mais, sendo aceitos e aprimorados.

Criando oportunidades de investimento para pequenos investidores – Diferentemente de outros empreendimentos que necessitam de grandes somas de capital, o investimento em ações é aberto para quaisquer indivíduos, sejam eles grandes ou pequenos investidores. Um pequeno investidor pode adquirir a quantidade de ações que está de acordo com sua capacidade financeira, tornando-se sócio minoritário (mesmo tendo participação percentual ínfima no capital da companhia), sem que tenha que ficar excluído do mercado de capitais apenas por ser pequeno. Desta forma, a bolsa de valores abre a possibilidade de uma fonte de renda adicional para pequenos poupadores.

Atuando como Termômetro da Economia - Na bolsa de valores, os preços das ações oscilam dependendo amplamente das forças do mercado e tendem a acompanhar o ritmo da economia, refletindo seus momentos de retração, estabilidade ou crescimento. Uma recessão, depressão, ou crise financeira pode eventualmente levar a uma queda (ou até mesmo uma quebra) do mercado. Desta forma, o movimento dos preços das ações das companhias e, de forma ampla, os índices de ações são um bom indicador das tendências da economia.

Ajudando no financiamento de projetos sociais- Os governos federal, estadual ou municipal podem contar com as bolsas de valores ao emprestar dinheiro para a iniciativa privada para financiar grandes projetos de infra-estrutura, tais como estradas, portos, saneamento básico ou empreendimentos imobiliários para camadas mais pobres da população. Geralmente, esses tipos de projetos necessitam de grande volume de recursos financeiros, que as empresas ou investidores não teriam condições de levantar sozinhas sem contar com a participação governamental. Os governos, para levantarem recursos, utilizam-se da emissão de títulos públicos. Esses títulos podem ser negociados nas bolsas de valores. O levantamento de recursos privados, por meio da emissão de títulos, elimina a necessidade (pelo menos no curto prazo) dos governos sobretaxarem seus cidadãos e, desta maneira, as bolsas de valores estão ajudando indiretamente no financiamento do desenvolvimento.

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Primeiras Reportagens

Bah, decidi postar no wpress algumas das primeiras materias para Faculdade. Sei que podem parecer ridículas, mas serve de arquivo para uma consulta sobre o assunto e para daqui uns anos eu rir um pouco com os errinhos.

Adamski

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EXÉRCITO NAS RUAS

Que o Estado perdeu a soberânia sobre boa parte de suas ruas não é novidade, nem que a criminalidade está tão ou melhor equipada que nossas policias. Em vista do roubo de dez fuzis e uma pistola de uso militar, em março de 2006, o Exéricito subiu  os morros da capital carioca, missão que apesar dos excedentes, teve seu objetivo alcançado. Não seria essa uma alternativa para tentar diminuir a alta taxa de criminalidade presente nas cidades brasileiras?

Segundo o sociólogo Emil Sobottka, professor de pós-graduação da PUCRS, a utilização das Forças Armadas não serviria como saída, principalmente pelo fato que uma das grandes conquistas do Estado Democrático é a separação da Polícia e do Exército, ressaltando: “Os militares são treinados para matar, enquanto à polícia, ao menos em tese, deve proteger os cidadãos, além do mais que para tal atuação haveria necessidade de mudanças na legislação”.

A população, por outro lado, contesta ao manifestar a indignação com a segurança. Não são raros casos de roubos em plena luz do dia ou crimes cada vez mais audaciosos. “O Exército devia ser utilizado ao menos em eventos de grande porte, ou nas barreiras, para que o efetivo da brigada fosse restrito apenas as ruas”. Afirma Maria de Castro Souza, vitima de dois assaltos somente esse ano.

Garantia de Lei e Ordem

A partir do artigo 15 da lei complementar n° 97/1999 foi criada a Brigada de Infantaria Leve, uma força de 7000 homens treinados e equipados, principalmente com armas não-letais e com objetivo de tomar favelas, conter rebeliões e coibir distúrbios civis. Tal ramificação do Exército passou a atuar em ações próximas as das policias nos grandes centros urbanos, como no caso do assassinato da missionária Dorothy Stang, no Pará.

Francisco de Albuquerque, ex-general do Exército, na despedida do seu cargo declarou ao jornal “A Tarde” que as Forças Armadas demonstraram em ações de paz, como no Haiti, que são capazes de atuar junto a sociedade. Atualmente o Exército, tem agido principalmente em ações sociais, como, no combate a dengue ou em dias de vacinação e eleições.

Hoje, grupos armados impõem suas próprias leis e episódios em que a população se sente de mãos atadas já estão se banalizando. Não reagir pode só ampliar a liberdade dos bandidos. Utilizar o Exército pode também não ser a forma correta, “Demoraria anos para qualificar e o gasto seria alto, em invés disso deveriam equipar e treinar melhor as policias existentes” critica a soldado Tâmara de Souza, do Comando Geral da Brigada.

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